Tá frio,
Tá quente

O que o seu ar-condicionado tem a ver com o clima do mundo e como isso pesa no seu bolso?

Projeto Kigali

O ar-condicionado é importante para o bem-estar e até para a saúde, mas hoje no Brasil, consome muita energia e isso gera impacto ambiental. Ar-condicionado mais eficiente respeita o meio ambiente e pesa menos na conta de luz. O Projeto Kigali tem como objetivo ajudar a mudar o perfil de consumo de energia dos aparelhos de ar condicionado em nosso país, para que ele fique mais próximo das melhores práticas internacionais e, também, para que esses equipamentos passem a empregar fluidos refrigerantes com baixo potencial de aquecimento global.

Um país com números aquecidos

Hoje, um em cada cinco domicílios brasileiros possui pelo menos um aparelho de ar condicionado. Com o aumento da temperatura e da quantidade de dias mais quentes, provocados pelas mudanças climáticas, esse número tende a crescer. O ar-condicionado proporciona conforto térmico, mas também está relacionado à emissão de gases do efeito estufa, além de responder por uma fatia considerável nas contas de luz.

no Brasil

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de Aparelhos de Ar Condicionado Instalados

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Tendência de Crescimento Anual

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Demanda Atual da Energia Residencial

Dentro de algum tempo, o ar-condicionado deve se tornar o principal item no consumo de energia elétrica residencial e comercial.

O horário de maior uso de ar-condicionado vai do meio-dia ao meio da tarde. Justamente o quando ocorre o pico de demanda por energia elétrica. Isso torna necessário o acionamento das usinas termelétricas, mais poluentes e mais caras – o que faz com que as tarifas de energia subam. Além disso, a grande maioria dos aparelhos disponíveis hoje no Brasil utiliza como fluidos refrigerantes o HCFC-22 e o HFC-410A, substâncias que agravam o efeito estufa. Para se ter uma ideia, o potencial de aquecimento global dessas substâncias é duas mil vezes maior que o do CO2!

A melhor maneira de enfrentar esse problema é aumentar a eficiência energética dos equipamentos de ar condicionado e, também, substituir os fluidos refrigerantes por outros, de menor potencial de aquecimento global – como, aliás, prevê a Emenda de Kigali.

Os modelos atualmente disponíveis no Brasil são menos eficientes em comparação com os padrões adotados em grande parte dos países e mudar esse quadro pode ser bem mais simples do que parece. O setor de ar-condicionado tem grande potencial para essa mudança. Ar-condicionado mais eficiente respeita o meio-ambiente e, em médio e longo prazo, traz alívio também para o bolso do consumidor – o seu bolso!

MAIS EFICIÊNCIA, MENOS AQUECIMENTO;
MAIS EFICIÊNCIA, CONTA DE LUZ MENOR

Se usarmos no Brasil aparelhos de ar condicionado com eficiência energética 30% maior do que os atuais, até 2030 poderemos gastar menos 32 GW de eletricidade nos horários de pico, evitando o acionamento de 52 usinas térmicas de porte médio. E, assim, reduziremos as emissões de gases do efeito estufa do setor elétrico em 23%, ou seja, despejaremos menos o equivalente a 16,79 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

no mundo ¹

Total de equipamentos

São cerca de 1,6 bilhão de equipamentos de ar condicionado em uso, comerciais e residenciais.

Vendas em 2016

Somente em 2016, foram vendidos perto de 135 milhões de aparelhos.

g

Consumo

Eles consomem cerca de 2.000 Terawatt-hora (TWh) — o equivalente a 5x a produção de energia de todas a hidrelétricas brasileiras juntas em 2016.

10% da Energia Gerada

Esse consumo corresponde a 10% de toda a energia elétrica gerada no planeta (21.000 TWh).

Emissões

E representa a emissão de 1.150 MtCO2 (Mega toneladas equivalentes de gás carbônico).

Emissões Totais

Se colocarmos na conta as emissões do gás refrigerante, esse número sobe para 1.450 MtCO2, ou 4,5% das emissões globais de CO2, do setor de energia.

No ritmo atual, se nada for feito, a refrigeração vai representar
20% das emissões globais de gases do efeito estufa até 2050.

Mais ar-condicionado, mais aquecimento;
mais aquecimento, mais ar-condicionado…